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sábado, 22 de setembro de 2012

ANTROPOLOGIA BÍBLICA


ANTROPOLOGIA BÍBLICA

Anthropos gr. - Homem
Logia gr. – Estudo, tratado, doutrina ou fala.
Antropologia - Estudo da Humanidade | Estudo do Homem
Antropologia Bíblica - Conceito do Homem à luz das Escrituras Sagradas

INTRODUÇÃO

Antropologia - do grego anthropos, "homem", e logos, razão, pensamento – é a ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as suas dimensões.
A Antropologia é dividida em várias partes, ou seja, vários pontos de vista. Destacam-se entre elas:

1. A Antropologia Científica - que tem como objetivo estudar o homem por suas características físicas.

2. A Antropologia Bíblica (ou Religiosa) - entende que o homem não é apenas um ser vivo (animal, vegetal, Biologia), mas que o homem é um ser Espiritual, é assim deve ser estudado de forma física-espiritual, o que chamamos de Antropologia Bíblica.

“A transição da teologia para a antropologia, isto é, do estudo de Deus para o estudo do homem, é natural. O homem não é somente a coroa da criação, mas também é o objeto de um especial cuidado de Deus” – Louis Berkhof

A NATUREZA DO HOMEM

Existem dois conceitos que fazem referência à composição do Homem. Há séculos esse mistério vem levando à variadas interpretações em relação à Humanidade.
São eles: a DICOTOMIA e a TRICOTOMIA – a Dicotomia foi bastante defendida durante o período do Antigo Testamento, porém, atualmente ainda vigora entre os judeus que permanecem no Judaísmo.

DICOTOMIA - que faz alusão ao ser humano em duas naturezas;(CORPO + ALMA ou CORPO + ESPÍRITO) Dividindo o ser humano em apenas:Ser Material ou Físico e Ser Espiritual ou Imaterial.

* Nesse caso, alma e espírito seriam a mesma coisa, ou seja, a parte imaterial do homem.

TRICOTOMIA - que defende a idéia de o ser humano ser composto por três partes. (CORPO + ALMA + ESPÍRITO)

* Nesse caso, alma e espírito são distintas entre si, porém permanecem sendo componentes imateriais do ser humano.

A DUALIDADE HUMANA (DICOTOMIA)

PARTE FÍSICA: Corpo Humano.
PARTE IMATERIAL: Alma, Espírito, Coração, Mente, Entendimento, etc

A TRIUNIDADE HUMANA (TRICOTOMIA)

•          “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Tessalonicenses 5:23

•          “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4:12

- Particularmente, eu [Pr. Felipe Miranda] creio na Tricotomia.

O Julgamento do Crente


O JULGAMENTO DO CRENTE

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.” 2 Coríntios 5.10

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.

(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; ver Ec 12.14 nota).

(2) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja (ver Jo 14.3 nota; cf. 1Ts 4.14-17).

(3) O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2Tm 4.8, cf. “Juiz”).

(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1Co 3.15; cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida 1Co 3.13-15). Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.

(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade, (a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16), (b) nosso caráter (Rm 2.5-11), (c) nossas palavras (Mt 12.36,37), (d) nossas boas obras (Ef 6.8), (e) nossas atitudes (Mt 5.22), (f) nossos motivos (1Co 4.5), (g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e (h) nosso trabalho e ministério (1Co 3.13).

(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25.21-23; 1Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).

(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1Co 3.15; 2Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10): “cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8).

(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1Pe 1.7).

(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1Pe 1.17), e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1Pe 4.5, 7), a viver em santa conduta e piedade (2Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2Tm 1.16-18).

FONTE: Bíblia de Estudo PENTECOSTAL- CPAD, pág. 1775

A Ressurreição do Corpo


A RESSURREIÇÃO DO CORPO

“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?” 1 Coríntios 15.35

A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de Deus, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.

(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária. (a) O corpo é parte essencial da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que Cristo oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18-25). (b) O corpo é o templo do Espírito Santo (6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do Espírito. (c) Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (15.26).

(2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54;  Co 15.22,23; Fp 3.11; 1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.

(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (ver Mt 28.6 nota; At 17.31; 1Co 15.12,20-23).

(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será: (a) um corpo que terá continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19-31); (b) um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (15.42-44,47,48; Ap 21.1); (c) um corpo imperecível, não sujeito à deterioração e à morte (15.42); (d) um corpo glorificado, como o de Cristo (15.43; Fp 3.20,21); (e) um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (15.43); (f) um corpo espiritual (i.e., não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1Co 15.44); (g) um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).

(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso: (a) para que os crentes venham a ser tudo quanto Deus pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 2.9); (b) para que os crentes venham a conhecer a Deus de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3); (c) a fim de que Deus expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1Jo 4.8-16).

(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física (ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA).

(7) Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29).

FONTE: Bíblia de Estudo PENTECOSTAL- CPAD, pág.1766

A Morte


A MORTE

"Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele,ainda em minha carne verei a Deus."  Jó 19.25,26

Todo ser humano, tanto crente quanto incrédulo, está sujeito à morte. A palavra "morte" tem, porém, mais de um sentido na Bíblia. É importante para o crente compreender os vários sentidos do termo morte.

A MORTE COMO RESULTADO DO PECADO - Gênesis 2—3 ensina que a morte penetrou no mundo por causa do pecado. Nossos primeiros pais foram criados capazes de viverem para sempre. Ao desobedecerem o mandamento de Deus, tornaram-se sujeitos à penalidade do pecado, que é a morte.

(1) Adão e Eva ficaram agora sujeitos à morte física. Deus colocara a árvore da vida no jardim do Éden para que, ao comer continuamente dela, o ser humano nunca morresse (ver Gn 2.9 nota). Mas, depois de Adão e Eva comerem do fruto da árvore do bem e do mal, Deus pronunciou estas palavras: "és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). Eles não morreram fisicamente no dia em que comeram, mas ficaram sujeitos à lei da morte como resultado da maldição divina.

(2) Adão e Eva também morreram no sentido moral, Deus advertia Adão que se comesse do fruto proibido, ele certamente morreria (Gn 2.17). Adão e sua esposa não morreram fisicamente naquele dia, mas moralmente, sim, i.e., a sua natureza tornou-se pecaminosa. A partir de Adão e Eva, todos nasceram com uma natureza pecaminosa (Rm 8.5-8), i.e., uma tendência inata de seguir seu próprio caminho egoísta, alheio a Deus e ao próximo (ver Gn 3.6 nota; Rm 3.10-18 nota; Ef 2.3; Cl 2.13).

(3) Adão e Eva também morreram espiritualmente quando desobedeceram a Deus, pois isso destruiu o relacionamento íntimo que tinham antes com Deus (ver Gn 3.6 nota). Já não anelavam caminhar e conversar com Deus no jardim; pelo contrário, esconderam-se da sua presença (Gn 3.8). A Bíblia também ensina que, à parte de Cristo, todos estão alienados de Deus e da vida nEle (Ef 4.17,18); i.e., estão espiritualmente mortos.

(4) Finalmente, a morte, como resultado do pecado, importa em morte eterna. A vida eterna viria pela obediência de Adão e Eva (cf. Gn 3.22); ao invés disso, a lei da morte eterna entrou em operação. A morte eterna é a eterna condenação e separação de Deus como resultado da desobediência do homem para com Deus.

(5) A única maneira de o ser humano escapar da morte em todos os seus aspectos é através de Jesus Cristo, que "aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção" (2Tm 1.10). Ele, mediante a sua morte, reconciliou-nos com Deus, e, assim, desfez a separação e alienação espirituais resultantes do pecado (ver Gn 3.24 nota; 2Co 5.18 nota). Pela sua ressurreição Ele venceu e aboliu o poder de Satanás, do pecado e da morte física (ver Gn 3.15 nota; Rm 6.10 nota; cf. Rm 5.18,19;1Co 15.12-28; 1Jo 3.8).

A MORTE FÍSICA DO CRENTE  Embora o crente em Cristo tenha a certeza da vida ressurreta, não deixará de experimentar a morte física. O crente, porém, encara a morte de modo diferente do incrédulo. Seguem-se algumas das verdades reveladas na Bíblia a respeito da morte do crente.

(1) A morte, para os salvos, não é o fim da vida, mas um novo começo. Neste caso, ela não é um terror (1Co 15.55-57), mas um meio de transição para uma vida mais plena. Para o salvo, morrer é ser liberto das aflições deste mundo (2Co 4.17) e do corpo terreno, para ser revestido da vida e glória celestiais (2Co 5.1-5). Paulo se refere à morte como sono (1Co 15.6,18,20; 1Ts 4.13-15), o que dá a entender que morrer é descansar do labor e das lutas terrenas (cf. Ap 14.13).

(2) A Bíblia refere-se à morte do crente em termos consoladores. Por exemplo, ela afirma que a morte do santo "Preciosa é à vista do SENHOR" (Sl 116.15). É a entrada na paz (Is 57.1,2) e na glória (Sl 73.24); é ser levado pelos anjos "para o seio de Abraão" (Lc 16.22); é ir ao "Paraíso" (Lc 23.43); é ir à casa de nosso Pai, onde há "muitas moradas" (Jo 14.2); é uma partida bem-aventurada para estar "com Cristo" (Fp 1.23); é ir "habitar com o Senhor" (2Co 5.8); é um dormir em Cristo (1Co 15.18; cf. Jo 11.11; 1 Ts 4.13); "é ganho... ainda muito melhor" (Fp 1.21,23), é a ocasião de receber a "coroa da justiça" (ver 2Tm 4.8 nota).

(3) Quanto ao estado dos salvos, entre sua morte e a ressurreição do corpo, as Escrituras ensinam o seguinte: (a) No momento da morte, o crente é conduzido à presença de Cristo (2Co 5.8; Fp 1.23). (b) Permanece em plena consciência (Lc 16.19-31) e desfruta de alegria diante da bondade e amor de Deus (cf. Ef 2.7). (c) O céu é como um lar, i.e., um maravilhoso lugar de repouso e segurança (Ap 6.11) e de convívio e comunhão com os santos (Jo 14.2 nota). (d) O viver no céu incluirá a adoração e o louvor a Deus (Sl 87; Ap 14.2,3; 15.3). (e) Os salvos nos céu, até o dia da ressurreição do corpo, não são espíritos incorpóreos e invisíveis, mas seres dotados de uma forma corpórea celestial temporária (Lc 9.30-32; 2Co 5.1-4). (f) No céu, os crentes conservam sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30-32). (g) Os crentes que passam para o céu continuam a almejar que os propósitos de Deus na terra se cumpram (Ap 6.9-11).

(4) Embora o salvo tenha grande esperança e alegria ao morrer, os demais crentes que ficam não deixam de lamentar a morte de um ente querido. Quando Jacó faleceu, por exemplo, José lamentou profundamente a perda de seu pai. O que se deu com José ante a morte de seu pai é semelhante ao que acontece a todos os crentes, quando falece um seu ente querido (ver Gn 50.1 nota).

FONTE: Bíblia de Estudo PENTECOSTAL- CPAD, pág. 789

Antropologia Bíblica


A NATUREZA HUMANA

[Lembra-te do teu Criador] "antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Eclesiastes 12.6,7

De todas as criaturas que Deus fez, o ser humano é incomparavelmente superior e também a mais complexa. Por seu orgulho, no entanto, o ser humano comumente se esquece de que Deus é o seu Criador, que ele é um ser criado, e que depende de Deus. Este estudo examina a perspectiva bíblica da natureza humana.

A NATUREZA HUMANA À IMAGEM DE DEUS

(1) A Bíblia ensina claramente que Deus, mediante decisão especial criou a raça humana, à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). Portanto, nem Adão nem Eva são produtos de evolução (Gn 1.27; Mt 19.4; Mc 10.6; ver o estudo A CRIAÇÃO). Por terem sido criados à semelhança de Deus. Adão e Eva podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e espelhar o seu amor, glória e santidade (ver Gn 1.26 nota).

(2) Note-se pelo menos três diferentes aspectos da imagem de Deus na raça humana (ver Gn 1.26 nota): Adão e Eva tinham semelhança moral com Deus, por serem justos e santos (cf. Ef 4.24), com um coração capaz de amar e também determinado a fazer o que era bom. Tinham semelhança com Deus na inteligência, pois foram criados com espírito, emoções e capacidade de escolha (Gn 2.19,20; 3.6,7). Deus plasmou no ser humano a imagem em que Ele mesmo lhe apareceria visivelmente no AT (Gn 18.1,2), e na forma que seu Filho um dia tomaria (Lc 1.35; Fp 2.7).

(3) Quando Adão e Eva pecaram, essa imagem de Deus neles, foi seriamente danificada, mas não totalmente destruída. (a) Inevitavelmente, a semelhança moral de Deus, no homem, ficou arruinada quando Adão e Eva pecaram (cf. Gn 6.5); deixaram de ser perfeitos e santos e passaram a ser propensos ao pecado; propensão esta, ou tendência que transmitiram aos filhos (cf. Gn 4.; ver Rm 5.12 nota). O NT confirma o estrago da imagem de Deus no homem, quando declara que o crente redimido deve ser renovado segundo a semelhança moral de Deus (cf. Ef 4.22,24; Cl 3.10); e (b) Apesar de o ser humano ser pecador como é, ainda retém uma porção elevada da semelhança de Deus, na sua inteligência, e na capacidade de comunhão e comunicação com Ele (cf. Gn 3.8-19; At 17.27,28).

COMPONENTES DA NATUREZA HUMANA - A Bíblia revela que a natureza humana, criada à imagem de Deus, é trina e una, composta de três componentes, a saber: espírito, alma e corpo (1Ts 5.23; Hb 4.12). (1) Deus formou Adão do pó da terra (seu corpo) e soprou nas suas narinas o fôlego da vida (seu espírito), e ele tornou-se um ser vivente (sua alma: Gn 2.7). A intenção de Deus era que o ser humano, pelo comer da árvore da vida e pela obediência à sua proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, nunca morresse, mas vivesse para sempre (cf. Gn 2.16,17; 3.22-24).

Somente depois da morte entrar no mundo, como resultado do pecado humano, é que passou a haver a separação da pessoa, em pó que volta à terra e no espírito que volta a Deus (Gn 3.19; 35.18,19; Ec 12.7; Ap 6.9; ver o estudo A MORTE). Noutras palavras, a separação entre o corpo, por um lado, e o espírito e a alma, por outro, é resultado do juízo divino sobre a raça humana por causa do pecado, e esse juízo somente será removido mediante a ressurreição do corpo no último dia (ver o estudo A RESSURREIÇÃO DO CORPO). (2) A alma (hb. nephesh; gr. psyche), freqüentemente traduzida por "vida", pode ser definida, de modo resumido, como os aspectos imateriais da mente, das emoções e da vontade, no ser humano, resultantes da união entre o espírito e o corpo. A alma, juntamente com o espírito humano, continuará a existir após a morte física da pessoa. A alma está tão ligada à natureza imaterial do ser humano, que, às vezes, o termo "alma" é usado como sinônimo de "pessoa" (e.p. Lv 4.2; 7.20; Js 20.3). O corpo (hb. basar; gr. soma) pode ser definido, em resumo, como o componente do ser humano que volta ao pó quando a pessoa morre (às vezes, é chamado "carne"). O espírito (hb. ruach; gr. pneuma) pode ser definido, em resumo, como o componente imaterial do ser humano, em que reside nossa faculdade espiritual, inclusive a consciência. É principalmente através desse componente que se tem comunhão com o Espírito de Deus. (3) Desses três componentes, que constituem a completa natureza humana, somente o espírito e a alma são indestrutíveis e sobrevivem à morte, para então seguirem para o céu (Ap 6.9; 20.4) ou para o inferno (cf. Sl 16.10; Mt 16.26). Quanto ao corpo, a Bíblia ensina repetidamente que enquanto o crente aqui viver, deve cuidar bem do seu corpo, através da sua conservação, isento de imoralidade e de iniqüidade (Rm 6.6,12,13; 1Co 6.13-20; 1Ts 4.3,4) e da sua dedicação ao serviço de Deus (Rm 6.13; 12.1; ver o estudo PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL). O corpo dos salvos será transformado no dia da ressurreição, quando então a sua redenção estará completa; isto para os que estão em Cristo Jesus.

AS RESPONSABILIDADES DO SER HUMANO - Quando Deus criou o ser humano, Ele lhe confiou várias responsabilidades. (1) Deus o criou à sua própria imagem a fim de poder manter comunhão com ele, de modo amoroso e pessoal por toda eternidade, e para que ele o glorificasse como Senhor. Deus desejava de tal maneira que o ser humano o amasse, o glorificasse, e vivesse em santidade e justiça diante dEle, que quando Satanás induziu Adão e Eva à rebelião e desobediência a Deus, o Senhor prometeu que enviaria um Salvador a fim de redimir o mundo (ver Gn 3.15 nota; ver o estudo A CRIAÇÃO). (2) Era a vontade de Deus que o ser humano o amasse acima de tudo e amasse o seu próximo como a si mesmo. Esse duplo mandamento do amor, resume a totalidade da lei de Deus (Lv 19.18; Dt 6.4,5; Mt 22.37-40; Rm 13.9,10). (3) Também no Jardim do Éden, Deus estabeleceu a instituição do casamento (Gn 2.21-24). O propósito de Deus é que o casamento seja monogâmico e vitalício (cf. Mt 19.5-9; Ef 5.22-33). Dentro dos limites do casamento, Deus ordenou que a raça humana fosse frutífera e se multiplicasse (Gn 1.28; 9.7). O homem e a mulher deviam gerar filhos tementes a Deus, no ambiente do lar. Deus vê a família cristã e a criação de filhos, sob a convivência salutar doméstica, como uma alta prioridade no mundo (ver Gn 1.28 nota). (4) Deus também ordenou que Adão e seus descendentes sujeitassem a terra. Ele disse: "dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra" (Gn 1.28). Ainda no Jardim do Éden, a Adão foi confiada a responsabilidade de cuidar do jardim e de dar nomes aos animais (Gn 2.15,19,20). (5) Note-se que quando Adão e Eva pecaram por comerem do fruto proibido, eles perderam parte do seu domínio sobre o mundo, a qual foi entregue a Satanás que, agora como "deus deste século", (2Co 4.4) controla este presente mundo mau (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Gl 1.4; Ef 6.12; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA). Ainda assim, Deus espera que os crentes cumpram o seu divino propósito quanto à terra, a saber: cuidar devidamente dela; dedicar tudo dela a Deus e administrar sua criação de modo a glorificar a Deus (cf. Sl 8.6-8; Hb 2.7,8). (6) Por causa da presença do pecado no mundo, Deus enviou o seu Filho Jesus para redimir o mundo. A tarefa transcendente de transmitir a mensagem do amor redentor de Deus foi confiada aos salvos, pois foi a eles que Ele chamou para serem testemunhas de Cristo e da sua salvação, até aos confins da terra (Mt 28.18-20; At 1.8) e para serem luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13-16).

FONTE: Bíblia de Estudo PENTECOSTAL - CPAD, pág.979

sábado, 15 de setembro de 2012

Grupo de Louvor


Grupo de Louvor



"Quanto ao mais, irmãos,
tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto,
tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”
Filipenses 4:8

1.        NÃO EXISTEM LEVITAS ATUALMENTE;

·         Jesus não era LEVITA, pois era da TRIBO DE JUDÁ, além de também NÃO pertencer à Ordem de Arão [Levi] mas de Melquisedeque - Hebreus 5.10.

·         Seus seguidores não pertenciam mais à LEI de Moisés; mas, a uma ordem superior; pertenciam à GRAÇA -  Hebreus 8.6-7; Gálatas 3.10. - De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Hebreus 7.11

·         Como filhos de Deus, somos todos SACERDOTES - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
·         1 Pedro 2:9-10

·         Os Levitas NÃO tinham HERANÇA - Josué 13.33

·         Nós temos HERANÇA - Mateus 25.34

2.       NÃO EXISTE MINISTÉRIO DE LOUVOR; Efésios 4.11; 1 Coríntios 12.28

Os Cinco ministérios existentes na Igreja são: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres. O louvor pertence a toda congregação dos santos. Salmos 149.1; 22.25


3.       LOUVOR NÃO É MÚSICA;

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13

A Música é um ADORNO de Louvor. Há várias formas de Louvar a Deus. Tudo o que tem fôlego louve ao Senhor Salmos 150.6. Os Animais, Vegetais, e até mesmo as coisas Inanimadas também louvam ao Senhor.  Deus também conclama a natureza inanimada a louvá-lo — como, por exemplo, o sol, a lua e as estrelas (148.3,4; cf. Sl 19.1,2); os raios, o granizo, a neve e o vento (148.8); as montanhas, colinas, rios e mares (98.7,8; 148.9; Is 44.23); todos os tipos de árvores (148.9; Is 55.12) e todos os tipos de seres vivos (69.34; 148.10).

4.      LOUVOR FAZ PARTE DA ADORAÇÃO;

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade
João 4:23-24
Adoração como Gratidão, e Louvor como Exaltação. Adoração está ligada a nossa postura de humildade e submissão ao Senhor, como servos dEle. Já o louvor está relacionado com a vida e as palavras de glorificação a Deus, emitidas pelos adoradores.
O que é o louvor e o cântico? Em que diferem um do outro, e da adoração? Louvar não é apenas cantar; envolve tudo que há em nós (SI 103.1,2). E o cântico, composto de voz, música e letra, é uma das maneiras mais atraentes de louvarmos ao Senhor. Considerando as definições de adoração, louvor e cântico, a que conclusões chegamos? Que, sem adoração verdadeira, não existe autêntico louvor. Deus só recebe o louvor dos adoradores. E mais: o cântico que sobe ao céu está casado com o louvor produzido pelos verdadeiros adoradores. Um texto que mostra o intercâmbio dos três elementos em análise é Salmos 108.1: "Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei e salmodiarei com toda a minha alma".

5.       NÃO EXISTE ADORAÇÃO EXTRAVAGANTE - Êxodo 34.8; Gênesis 24.26

Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Tito 2:6

O termo "extravagância" significa: "esquisitice", "estroinice", "dissipação","libertinagem". E, nesse caso, o adjetivo "extravagante" não pode combinar com a adoração, haja vista o que dizem estes textos sagrados: 2 Crônicas 20, Eclesiastes 5.1,Efésios 5.18,19, Colossenses 3.16, Amos 5.23, Isaías 29.13, João 4.23,24, Salmos 57.5e Neemias 8. Veja o que diz o versículo 6 da última passagem citada: "E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! ², levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra". Não existe adoração extravagante, pois adoração pressupõe reverência. Por isso, o adjetivo "extravagante" tem sido usado erroneamente para definir adoração espiritual,sem amarras, livre, que permite todos os estilos musicais, danças, coreografias, gritos frenéticos, assobios, etc, desde que o coração dos cantores, músicos e dançarinos estejam voltados para Deus. De acordo com Robert L. Brandt, em sua obra Teologia Bíblica da Oração (CPAD, p. 22), a palavra "adoração" denota "reverência", "temor do Senhor" e "veneração". Trata-se de uma demonstração de grande amor, devoção e respeito; implica homenagear a Deus.
A adoração estabelece o tom para o louvor, fazendo aquele que está cantando fixar o pensamento na pessoa a quem se dirige e considerar os seus atributos e interesses

6.      DEVEMOS RESPEITAR AOS NOSSOS LÍDERES – Romanos 13.1

E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós. 1 Tessalonicenses 5:12-13

·         Devemos respeitar a liderança escolhida por Deus (v.12)
·         Devemos reconhecer o trabalho realizado pela liderança (v.13a)
·         Devemos viver em paz com nossa liderança (v.13c)
·         Nunca se esqueça que quando alguém tem algum conflito, reclamação ou murmuração contra sua liderança espiritual é com o próprio Deus que está se levantando (Êxodo 16:6-8).
·         A liderança não pode se esquecer que essa escolha de Deus não é motivo de soberba, não legitima opressão às ovelhas, o querer “mandar” nas pessoas, porque possui uma autoridade delegada por Jesus. (1 Coríntios 16:15-16)
·         A liderança foi escolhida por Deus para servir ao rebanho (1 Pedro 5:1-3)


“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”
Romanos 11:36

"Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado." Lucas 14:11

ARTIGO: Grupo de Louvor
Escrito Por: Pr. Felipe Miranda
Data: 15/09/2012
EBB – Escola Bíblica Betânia

BATISMO NAS ÁGUAS


BATISMO NAS ÁGUAS
Pr. Felipe Miranda



A palavra Batismo [Gr. baptizô] quer dizer literalmente submergir dentro de um líquido. Distingue-se pela Forma e Fórmula.

A FORMA DO BATISMO

IMERSÃO – O Batismo por imersão - [que quer dizer literalmente “mergulho”] - acontece quando o crente é completamente submerso dentro da água. Essa é a forma bíblica do batismo. [É a forma mais comum em todas as Igrejas de origem Batista – Baptizô em grego quer dizer “submersão” - daí o nome Batista. As Igrejas que realizam o batismo por Imersão são, por exemplo:  Assembleia de Deus, Batistas, Betânia, Quadrangular, entre outras.]

ASPERSÃO – Consiste em borrifar a água batismal sobre a pessoa. [Essa forma de batismo é mais comum nas igrejas reformadas como Presbiteriana, Luterana, Metodista, etc] Baseiam-se em seus Credos denominacionais para abandonar o batismo por Imersão.

INFUSÃO [ou Efusão] – Entende-se por infusão o derramamento de água sobre a pessoa, utilizando-se as duas mãos como concha. [Essa forma de batismo é mais comum na Igreja Católica]
A FÓRMULA DO BATISMO

A pronúncia mais completa encontrada nas Escrituras Sagradas está na seguinte maneira: “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Mateus 28:19

No entanto, são encontradas várias referências utilizando diferentes expressões, [em nome de Jesus Cristo - At 2.38; em nome do Senhor Jesus - 8.16; em nome do Senhor - 10.48; em nome do Senhor Jesus 19.5]. Contudo, é salutar compreender que; havendo vários textos informando sobre a mesma doutrina, devemos optar pelo mais completo em si, uma vez que não há divergência entre eles, que no caso é Mt 28.19, pois é mais abrangente, além de ser uma ordem direta do próprio Cristo aos seus discípulos.

Nos Evangelhos sinóticos* (Mateus, Marcos e Lucas) tem uma referência à Ceia de forma semelhante.

* Evangelhos Sinóticos - Syn (juntamente) + ótico (ver) = ver juntos ou semelhantes, por isso são Evangelhos com relatos semelhantes sobre a vida de Jesus.

ARTIGO: BATISMO NAS ÁGUAS
Escrito Por: Pr. Felipe Miranda
Data: 15/09/2012
EBB – Escola Bíblica Betânia


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